quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Um dos heróis da única Taça do Leixões e sete vezes campeão pelo Benfica. Quem se lembra de Jacinto?

Jacinto triunfou no Leixões antes de dar o salto para o Benfica em 1962
Defesa matosinhense e formado no Leixões, numa altura em que era comum muitos produtos da formação ascenderem à equipa principal do clube, os chamados “bebés do Mar”, foi lançado às feras ainda com 19 anos, em 1960-61, e logo nessa época contribuiu para a conquista da Taça de Portugal, a única do emblema alvirrubro.
 
Versátil, podendo alinhar como lateral ou central com igual eficácia, começou como defesa esquerdo, mas foi no eixo defensivo que jogou (ao lado de Raul Machado), devido a problemas de saúde do histórico Raúl Oliveira, na final ganha ao FC Porto (2-0) em pleno… Estádio das Antas, a 9 de julho de 1961.

O mundialista senegalês que pendurou as luvas nos distritais de Setúbal. Quem conhece Khalidou Cissokho?

Cissokho esteve no Mundial 2002 e na... II Divisão Distrital
Lembra-se da seleção do Senegal no Mundial 2002? Chocou o mundo no jogo inaugural ao bater a campeã mundial e europeia França, apurou-se num grupo que também incluía Dinamarca e Uruguai, eliminou a Suécia nos oitavos de final e só foi travada pela Turquia nos quartos.
 
Na baliza dos leões de Teranga nessa que foi a estreia da seleção africana em Mundiais estava Tony Sylva, habitual segunda opção do Mónaco, mas um dos seus suplentes era Khalidou Cissokho, na altura um jovem guarda-redes de 23 anos do Jeanne d'Arc, clube pelo qual se sagrou campeão senegalês em 1999, 2001, 2002 e 2003 e venceu uma Taça da Assembleia Nacional em 2001. O filme repetiu-se dois anos depois, na edição de 2004 da Taça das Nações Africanas, na qual o Senegal não foi além dos quartos de final.

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

O brasileiro que saiu do FC Porto para o Benfica e naturalizou-se português. Quem se lembra de Paulo Pereira?

Paulo Pereira passou quase oito anos no futebol potuguês
Um raro caso de um jogador que saiu diretamente do FC Porto para o Benfica, com um polémico processo de naturalização à mistura que reacendeu o conflito norte-sul.
 
Defesa brasileiro capaz de atuar a central ou lateral e irmão gémeo do mais conceituado Paulo Silas, internacional canarinho que jogou no Sporting, entrou no futebol português em dezembro de 1988 pela porta de um FC Porto em remodelação, na ressaca da conquista do título europeu no ano anterior. Na altura tinha 23 anos e era proveniente dos mexicanos do Monterrey, após ter despontado no modesto São Bento.
 
Com a expetativa não de assumir desde logo a titularidade, mas de assegurar o futuro de uma equipa onde começavam a entrar jovens como Vítor Baía, Domingos, Secretário, Fernando Couto, Rui Jorge, Folha, Jorge Couto ou Jorge Costa, sagrou-se campeão nacional na segunda (1989-90) e na quarta época (1991-92) que passou nas Antas.

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terça-feira, 26 de agosto de 2025

Caderneta de cromos: Estrela da Amadora 1996-97

 

O belga que lançou Beto no Sporting mas não chegou ao Natal. Quem se lembra de Robert Waseige?

Robert Waseige orientou o Sporting em 16 jogos em 1996
Experiente treinador belga com alguns trabalhos interessantes no seu país, mas que nunca se havia aventurado no estrangeiro, foi um dos muitos treinadores que iniciaram épocas no Sporting durante um jejum de 18 anos sem títulos nacionais entre 1982 e 2000, mas não chegaram ao Natal.
 
No caso de Robert Waseige, um antigo médio com uma carreira modesta, começou por destacar-se entre 1971 e 1976 ao leme do Winterslag (atual Genk), levando-o da terceira divisão ao primeiro escalão da Bélgica.
 
Também à frente do RFC Liège (1983 a 1992) fez um trabalho meritório, tendo conquistado uma Taça da Liga (1986) e uma Taça da Bélgica (1989-90), tendo ainda atingido a final da taça em 1986-87.

Neste dia em 2000, o Sporting goleou o Vitória em Guimarães com um hat trick de Acosta. Quem se lembra?

Acosta brilhou nos duelos de Guimarães e Alvalade
As minhas primeiras memórias de jogos entre Sporting e Vitória de Guimarães remontam à temporada 2000/01, para a qual os leões partiram na pele de campeões nacionais mas encerraram em terceiro lugar e na qual os vimaranenses não foram além da 15.ª posição, apenas uma acima da zona de despromoção.

Os dois confrontos entre os dois clubes nessa época ficaram marcados por hat-tricks de Beto Acosta, então veterano avançado argentino de 34 anos que no que a campeonato diz respeito marcou quase tantos golos aos minhotos (seis) como às outras 16 equipas (oito).

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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Caderneta de cromos: Belenenses 1996-97

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O ala do Boavista que vestiu a camisola 10 no Benfica. Quem se lembra de Nelo?

Nelo fez grande parte da carreira no Bessa e foi internacional A
Lateral/médio esquerdo portuense, foi uma das grandes figuras do Boavistão entre 1988 e 1997, período no qual somou 202 jogos, nove golos e três troféus com a camisola axadrezada. Chegou a internacional A (11 jogos) e foi levado para o Benfica no tempo da revolução no plantel operada pelo presidente Manuel Damásio e o treinador Artur Jorge, mas não conseguiu replicar na Luz o êxito que teve no Bessa.
 
Formado no Boavista, teve muito que penar até se fixar no plantel principal, tendo passado por empréstimos a Felgueiras e Farense antes de se afirmar verdadeiramente na casa-mãe a partir da temporada 1990-91. Contudo, quando o conseguiu agarrou de tal forma o lugar que logo em outubro de 1990 foi convocado para a seleção nacional A, estreando-se num triunfo sobre a campeã europeia Holanda no Estádio das Antas (1-0).

Recorde aqui grandes jogos da Supertaça Italiana

Supercoppa de Itália teve a edição inaugural em 1988
Vitórias inesperadas, triunfos inéditos, reviravoltas épicas, jogos marcados por grandes golos, goleadas que não estavam no programa, duelos renhidos entre titãs, acontecimentos marcantes e muito mais. Tem sido assim desde que a Supertaça Italiana foi implementada, em 1988.
 
Recorde aqui alguns dos grandes jogos da história da prova.

Neste dia em 2007, Antonio Puerta desmaiou em campo num Sevilha-Getafe e veio a morrer três dias depois. Quem se lembra?

Jogo entre Sevilha e Getafe de agosto de 2007 marcado pela tragédia
Nunca assisti (via transmissão televisiva ou ao vivo) a um jogo entre Sevilha e Getafe, mas lembro-me de um que ficou na memória pelos piores motivos. Aconteceu a 25 de agosto de 2007, no Estádio Ramón Sánchez Pizjuán, e ficou marcado pela morte do futebolista sevilhista Antonio Puerta, aos 22 anos.

Neste dia em 2000, o Galatasaray de Jardel bateu o Real Madrid de Figo para conquistar a Supertaça Europeia. Quem se lembra?

Jardel venceu o troféu no jogo de estreia de Figo pelo Real

Tal como mencionei aquando de A minha primeira memória de… uma Supertaça Cândido de Oliveira, comecei a ver futebol em meados de 2000 e, a minha primeira memória de várias competições remonta a esse ano. A Supertaça Europeia não foi exceção.

Na altura, a prova era disputada jogo único – algo que se mantém desde 1998 – no Estádio Louis II, no Mónaco – foi assim entre 1998 e 2012 -, e pela primeira vez entre o vencedor da Liga dos Campeões e da Taça UEFA. Até então, o troféu era discutido entre os vencedores da Champions e da Taça das Taças, torneio extinto em 1999.

Neste dia em 2001, um hat trick de Mantorras ao Vitória de Setúbal motivou comparações com Eusébio. Quem se lembra?

Sadino Paulo Ferreira e benfiquista Mantorras lutam pela bola
Recordar o primeiro jogo entre Benfica e Vitória de Setúbal é como voltar à infância, a tempos que infelizmente não se repetirão. Lembro-me que estava de férias com os meus pais em Lagos e que um tio emigrado em França e o seu filho francês mas benfiquista apaixonado como poucos tinham ido ao antigo Estádio da Luz assistir ao encontro. O campeonato estava no início, na 3.ª jornada, e o encontro foi disputado no final de uma tarde de verão, a 25 de agosto de 2001.

domingo, 24 de agosto de 2025

O canhoto açoriano do Sporting que bisou nos 7-1 ao Benfica. Quem se lembra de Mário Jorge?

Mário Jorge somou 261 jogos e 21 golos pelo Sporting entre 1979 e 1991
Um dos melhores jogadores açorianos de sempre, um pódio que certamente dividirá com o goleador Pauleta e o comendador Eliseu. Natural de Ponta Delgada, fez toda a formação do Sporting, afirmando-se cedo como um promissor futebolista graças a características como qualidade técnica, visão de jogo e velocidade de execução.
 
Canhoto capaz de fazer todo o flanco esquerdo, dividiu a carreira entre as posições de lateral e de médio ala, com semelhante nível de desempenho.
 
Foi lançado na equipa principal dos leões por Rodrigues Dias a 12 de setembro de 1979, nos minutos finais de uma vitória caseira sobre o Estoril (2-0), numa altura em que tinha 18 anos praticamente acabadinhos de fazer, o que no final dessa época lhe valeu o estatuto de campeão nacional.

O príncipe nigeriano que brilhou na baliza do Farense. Quem se lembra de Rufai?

Peter Rufai defendeu a baliza do Farense entre 1994 e 1997
Titular da seleção nigeriana em dois Mundiais (1994 e 1998), é considerado por muitos o melhor guarda-redes da história do Farense. Afinal, chegou ao São Luís após ter ajudado as superáguias a atingir os oitavos de final no Campeonato do Mundo disputado nos Estados Unidos – algo que parece impensável nos dias de hoje – e logo na época de estreia contribuiu para o quinto lugar na I Divisão e consequente inédito apuramento para a Taça UEFA.
 
Embora tenha chegado ao emblema algarvio à beira dos 31 anos, após ter despontado em África (Stationery Stores e Femo Scorpions na Nigéria e Dragons no Benim) e jogado na Bélgica (Lokeren e Beveren) e Países Baixos (Go Ahead Eagles), foi a tempo de realizar duas temporadas e meia de grande nível. Ao serviço dos leões de Faro atuou em 67 partidas e sofreu 69 golos.

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

O Czar dos Balaídos que não se deu bem no Benfica. Quem se lembra de Mostovoi?

Mostovoi não foi além de 17 jogos e dois golos pelo Benfica
Foi, dos três russos que reforçaram o Benfica no início da década de 1990, o que fez melhor carreira. Em termos de clubes e de seleção. Mas foi o que teve mais dificuldades para se afirmar na Luz.
 
Proveniente do Spartak Moscovo, com um título europeu de sub-21 (1990) no currículo e já internacional A pela União Soviética e pela Comunidade dos Estados Independentes (CEI), Aleksandr Mostovoi aterrou em Lisboa em janeiro de 1992, meio ano depois de Iuran e Kulkov, o que fez toda a diferença. Porquê? Porque foi contratado, tal como os compatriotas, a pedido de Sven-Göran Eriksson, mas devido a problemas com o visto já não foi inscrito a tempo de jogar às ordens do sueco, que se mudou para a Sampdoria no verão desse ano.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

O canhoto de Castro Daire que fez mais de 50 jogos pelo Benfica. Quem se lembra de Luís Carlos?

Luís Carlos conseguiu uma internacionalização pela seleção A
Extremo canhoto com alguma qualidade técnica, subiu a pulso na carreira: estreou-se como sénior no Oriental em 1991-92, na antiga III Divisão Nacional, entrou na I Liga pela porta do Salgueiros no verão de 1997, reforçou o Benfica em dezembro desse ano e somou a única internacionalização A que tem no currículo em agosto de 1998.
 
Nascido em Vila Nova, concelho de Castro Daire, em 21 de agosto de 1972, cresceu na freguesia lisboeta de Marvila e fez toda a formação no Oriental, clube no qual também fez a transição para sénior, tendo sido companheiro de equipa de Costinha, dois anos mais novo.
 
Após cinco temporadas no emblema grená, mudou-se para o Nacional da Madeira no verão de 1996, reencontrando o treinador José Moniz, e no final da época, já sob a orientação do brasileiro Jair Picerni, festejou a subida à II Liga.

O mítico guarda-redes que brilhou nas balizas de Varzim e Farense. Quem se lembra de Benge?

Benge notabilizou-se no Varzim ao longo de cinco temporadas
Mítico guarda-redes das décadas de 1960 e 1970, nasceu em Luanda e entrou no futebol português pela porta do Benfica, clube pelo qual chegou a sagrar-se campeão nacional em 1964-65, mas foi nas balizas de Varzim e Farense que mais se notabilizou.
 
Tapado por Costa Pereira e também com a concorrência de Rita, Nascimento e Barroca, deixou a Luz em 1965 para jogar com regularidade na I Divisão ao serviço de Varzim (de 1965 a 1967 e de 1968 a 1971) e Sanjoanense (1967-68). Paralelamente, perdeu o pai, morto no Tarrafal às mãos da PIDE.

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

O central/trinco que trocou a engenharia pelo Sporting e fez história no Santa Clara. Quem se lembra de Barrigana?

Barrigana passou quatro anos no Farense e seis no Santa Clara
Médio defensivo que também podia atuar como defesa central, era um promissor centrocampista do Amarante e tinha recusado abordagens de vários clubes para dar prioridade aos estudos, até porque estava já inscrito no curso de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, quando uma viagem de finalistas a Cascais, na altura da Páscoa de 1990, lhe mudou a vida.
 
Manolo Vidal, então diretor do Sporting, contactou o pai para perguntar se o filho podia ir treinar à experiência com os seniores leoninos. E assim foi. Durante uma semana e meia, o então júnior do Amarante treinou com os craques do emblema de Alvalade, agradou e ficou, tendo assinado um contrato de três anos. Quem não ficou muito agradado foi o Amarante, que quis receber uma indemnização e fez uma queixa à Federação Portuguesa de Futebol, o que impediu o jogador de competir oficialmente durante quase dois anos. “Mais valia treinar ali, no meio daqueles craques, do que jogar em outros clubes”, recordou ao Maisfutebol em maio de 2023.

Recorde os seis jogos das equipas portuguesas em casa do Fenerbahçe

Estádio Sukru Saracoglu foi inaugurado em 1908
Hoje um recinto moderno com capacidade para mais de 47 mil espetadores, o Estádio Sukru Saracoglu é desde quase sempre a casa do Fenerbahçe, tendo sido inaugurado em setembro de 1908, no ano a seguir à fundação do clube, tornando-se na altura no primeiro campo de futebol federado na Turquia.
 
Passou por três renovações (1929 a 1932, 1965 a 1982 e 1999 a 2006) e por várias mudanças de nome, começando por se chamar até ganhar a designação atual em julho de 1998, em alusão ao antigo presidente do Fener (1934 a 1950) e antigo primeiro-ministro turco (1942 a 1946).
 
Localizado na cidade de Istambul, o recinto já recebeu por cinco vezes visitas de equipas portuguesas em jogos oficiais, que se traduziram em três vitórias dos anfitriões, um empate e um triunfo de conjuntos lusos. Mas antes houve um triunfo do Fenerbahçe em… Izmir.
 
Vale por isso a pena recordar os seis jogos de equipas portuguesas em casa do Fenerbahçe.

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Pai de Bruno foi treinador de Mourinho e deu-lhe a primeira equipa para treinar. Quem conhece Fernando Lage?

Fernando Lage Nascimento foi duas vezes campeão distrital 
Bruno Lage e José Mourinho, que esta quarta-feira (20:00, em Istambul) se defrontam como treinadores de Benfica e Fenerbahçe, respetivamente, não são apenas compatriotas. São conterrâneos. E mais importante do que isso: há uma ligação antiga entre as famílias de ambos.
 
Tudo começou no início da década de 1980, nas bancadas do Estádio do Bonfim. “Fui eu que levei o Mourinho para o Comércio e Indústria quando ele passou de júnior a sénior. Eu não o conhecia, só conhecia o pai. Numa conversa de bancada no Vitória, ele estava a falar com amigos, a dizer que ia para o Comércio e eu intercedi. Perguntei-lhe quem era ele e para se explicar, e ele disse que tinha falado com um diretor. E eu disse que quem faz as aquisições do Comércio e Indústria sou eu, e que se quisesse ir para no dia seguinte aparecer no clube para conversarmos. No outro dia foi lá, chegámos a acordo, e ele passou a jogar nos seniores do Comércio e Indústria, na III Divisão Nacional”, contou o pai de Bruno Lage e do seu adjunto Luís Nascimento, Fernando Lage Nascimento, que na altura orientava a equipa alvinegra de Setúbal, em declarações proferidas ao jornal O Setubalense no final de 2016.
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